sábado, 29 de outubro de 2011

Um herói do passado que está de volta!

Dei conta de um anuncio diferente estes dias!


Um filme que me recordará a infância, “uma corrente de lembranças” um regresso ao passado.


É verdade que quando lia as histórias na época não as entendia por inteiro, algo me escapava, não era capaz de decifrar o conteúdo político que continham, não era capaz de decifrar as mensagens que o autor descrevia nas suas rábulas.


Será de novo um contraponto com os actuais filmes que chegam às carradas do outro lado do Atlântico.


Já na época o meu herói era um contraponto ao super-homem, ao homem aranha e a outros tipos que realizavam tarefas fantásticas impossíveis de realizar por um comum mortal, tal como se desvinculava de outras estrelas da altura vindas da Disney como o avarento do tio patinhas, ou o louco do pardal.


No entanto já algo me dizia que avia alguma diferença neste herói Europeu, (ainda que eu nunca tenha ido à bola com os Franceses) era uma antevisão do que se viria a passar nos anos seguintes, obra de um visionário presumo.


Há já me esquecia foi “tintin” o primeiro ser a chegar à lua “quem sabe não foi o único, teorias da conspiração” acompanhado do seu fiel milu.


(Já ouço vozes a protestar mas imagino a vossa cara de espanto, mas cada um acredita no que quer.)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"A REDE"

Bom, hora de reflectir.



Afinal quando falamos de diferenças de que deveremos falar?



Do passado, do presente ou do futuro?



Todos estes itens têm algo em comum, pelo menos quando falamos de "nós" Portugueses, na verdade sempre fomos sempre um povo demasiado pacífico, demasiado parado, pouco activo para as anormalidades que nos vêem acontecendo, não é que este povo não mereça, este povo foi prevenido, este povo tem o que realmente pediu, este povo merece.



Todos nós vivemos este dilema, um dilema muito complicado, um dia após o outro, uma semana após a outra, um mês após outro, quem sabe um ano… ou uma década.



Este dilema tem algo a ver com toda esta população, uma população que se afirma esclarecida, desordenada e sem preconceitos, que devaneia ao primeiro arrufo.



Nós, essa sociedade que vive entre linhas, linhas, pouco consistentes para a nossa condição social, para as poucas oportunidades que vimos a ter.Estas linhas têm a ver com muitas situações com que nos deparamos diariamente;



Todos reparamos em factos que nos saltam à vista, exemplos não nos faltam, ele é o cachorro que vive entre colos e sofás e só porque os seus donos têm que sair de férias acaba na rua, (outro dado bem caraterístico é o facto de crescerem mais que aquilo que estavam programados, quantas vezes estes animais não são ofertas de Natal/ anos)



Poderemos reflectir numa outra linha, que pode ser uma floresta meia consumida pelo fogo alguma vez já repararam na paisagem de um e de outro lado, ou então quando saímos de casa na nossa viatura, paga com muito suor e lágrimas, e um pequeno contratempo de um momento para o outro a transforma em sucata.



Poderemos pensar mais alto, podemos ver com um pouco de atenção nas pessoas que vivem razoavelmente bem e de um momento para o outro perdem tudo, se reparar-mos o que acontece a uma família de pescadores que perde o elemento principal no mar, se olharmos com atenção há nossa volta damos conta que a vida não è aquilo que nós programamos, acaba sempre por conter factos bem distintos aquilo que nos vai na alma, ou havíamos programado.



Nesta altura do campeonato não temos muitas alternativas, demos uma maioria a um simples desconhecido, este juntou um grupo de amigos e logo resolveram fazer uma farra, transformaram um país pobre mas digno num complexo campo de concentração, agora eles mandam, têm o aval do comparsa que habita em Belém, nada podemos fazer para o contrariar!



Além de que estes senhores já avisaram que têm as policias prontas para actuarem em caso de desavenças.



Não era este um país democrático, solidário e social? Era, mas já não é! (poder ao povo, uma “ova”) Solidário só se for com os reformados do Governo ou Parlamento, ganham mais estes senhores num só mês de reforma que os trabalhadores toda a sua vida, Social? Que raio de sociedade é esta que não protege os mais carentes, que retira aos que menos recebem os seus subsídios, que aumenta as taxas moderadora para valores mais altos que as consultas no privado, que obriga a pagar portagens onde não existem alternativas viáveis, que corta os abonos, que obriga as famílias a terem os seus filhos na escola até aos dezoito anos sem que tão pouco paguem os seus transportes e livros…



Tenho uma vaga impressão que estamos divididos pela tal linha que vos falei no princípio, ou seja uma linha invisível que nos mantém na tona da água mas a uma distância demasiado longa de terreno firme e seguro, sempre à mercê de uma onda que pode surgir a qualquer momento.



Muitos de nós já assistimos a um espectáculo de circo já reparamos com muita atenção nos trapezistas, demos conta dos riscos que correm, no entanto sabemos que Têm uma "rede" que os protege de uma possível queda, imaginem o que seria a sua tarefa sem a tal “rede”?



É assim que vamos viver meus caros, todos trabalhamos, todos descontamos, tínhamos uma “rede” que nos garantia um futuro minimamente razoável, estes Srs. que o povo elegeu para nos governar resolveram retirar a "rede", hoje somos uns trapezistas sem "rede", somos uns heróis, trabalhamos, descontamos os nossos impostos com a garantia de que "não" vamos ter apoio na nossa doença, ou velhice, estamos mesmo a mercê da sorte.



Os nossos descontos servem afinal para manter um numero bem apreciável de pessoas que passaram por cargos públicos (nada fizeram de assinalável) e recebem reformas vitalícias de montáveis bem altos para a nossa economia, (basta reparar os montantes máximos que se pagam em reformas por essa Europa Espanha tem como máximo três mil euros, e já agora tem o dobro do nosso salário mínimo)



Creio que vamos viver sem “rede” muito tempo, ou nos unimos e retaliamos ou viveremos oprimidos num país que se diz democrático e social.

domingo, 23 de outubro de 2011

Bom Jesus do Monte.

Uma obra do passado digna de ser apreciada no presente. A entrada não aparenta nada de especial mas...

Um meio de transporte único.

Via dupla como convém.



Lá vem ele...



Metade do caminho já está nada de combustíveis fósseis...

Sem ruídos, é só gozar a viagem.

A chegada.


O Homem e a sua obra.

É verdade não entendo nada da poda, no entanto andam por aí uns entendidos que afirmam que é uma grande obra do "barroco"

Digno de ser apreciado.


O caminho para o transporte maravilha.


Uma vista panorâmica, no momento em que enche o depósito.(contrapeso"


Aqui havia um canudo, está em reparação, (eis a razão do dizer do povo ver Braga por um canudo)


A vista que o tal canudo daria.


Azar um pouco de nevoeiro impede uma visão mais nítida.

O passado e o presente frente a frente.


Para apreciar.

Fim de viagem, uma vista geral da obra.



































terça-feira, 18 de outubro de 2011

O princípio do fim…

Como não tenho formação em finanças não posso nem devo prenunciar-me, no entanto como dou conta que tipos inteligentes, com canudos reais, com experiencia na área, com a vaidade própria de quem ocupa cargos de grande visibilidade, também eles (só) fazem asneiras, atrás de asneiras, porque não eu, leigo na matéria também dar o meu palpite, por muito pouco razoável que este seja, que se lixe, não passa de uma simples opinião de alguém que se prepara para viver dias complicados.



Não sou capaz de compreender como se param todas as obras públicas e de seguida vamos pagar milhões em subsídios de desemprego, não sou capaz de entender a razão do aumento desenfreado dos combustíveis se o povo acaba por não se deslocar ou abastece em Espanha, o mesmo acontece com as novas auto estradas, (sim, auto estradas porque agora todas vão ser pagas) alguém vai ter que pagar os arranjos das velhinhas nacionais, tal como das muitas municipais, esperem para ver viaturas com quarenta toneladas líquidas a circular, esperem para ver os pisos após uns dias de inverno, esperem até às primeiras inundações para vermos quantos muros de segurança vão precisar de reparação.



De seguida podemos dar uma vista de olhos sobre as últimas proezas dos nossos novos governantes, cortar os subsídios ao povo, todo parece bem, mas e há sempre um mas, devemos pensar um pouco sobre o tema.



Os tipos inteligentes resolveram cortar, cortar aos mais pequeninos, cortar até não haver mais onde, cortar até ao tutano como diz o “Zé” povo, e cortar para quê, se o povo não tiver um dinheirinho extra não vai pagar os vários seguros que ficam propositadamente para estas épocas, se o povo não tiver “guito” não vai de férias, não paga portagens, não consome nos milhares de restaurantes e cafés espalhados pelo país, se o povo não tiver massa nem nos saldos irá comprar mais do que estritamente necessário, resultado todo pára, não vai haver emprego, não vai circular dinheiro, não vai sobrar nada em impostos.



O resultado da aventura destes Srs. inteligentes que o povo colocou na liderança deste país vai sair caro, caro ao povo mas com bons resultados para alguns.



Estou mesmo a ver os tipos das grandes superfícies a esfregar as mãos de contentes, _incrédulos! Eu explico.



Se o povo vai ter muito pouco dinheiro, vai tentar espreme-lo até ao limite, é que para o estômago tem que haver, é a ultima coisa a cortar. Agora pergunto? Onde se conseguem os preços mais baratos, todos sabemos, não é verdade? Quem vai sair prejudicado mais uma vez? O povo, afirmo eu, os pequenos produtores que além de receberem mal esse numerário é quase sempre muito para lá do razoável.



Acreditem ou não estes tipos que se afirmam como grandes empregadores, não produzem nada limitam-se a comercializar o que os outros produzem, e quanto a empregos por cada um criado, são dois que se perdem no pequeno comércio, umas sanguessugas, é simplesmente o que me apetece chamar, isto para não chamar coisas feias.



Esta maioria este presidente finalmente cumpriram os desejos de Sá Carneiro, “um presidente uma maioria” poderia ser benéfico se estivesse-mos a lidar com pessoas sérias e honestas, não é o caso, estes são tipo “Zé do telhado ” só que resolveram roubar os pobres para alimentar o ego dos ricos.



Nesta altura do campeonato até os banqueiros já estão preocupados, não vai sobrar nada para depósitos, não vai haver quem seja capaz de pedir empréstimos, não vai haver dinheiro a circular, o pouco que o povo tiver vai invernar como antigamente nos potes de barro, enterrado nos quintais, os grandes lucros do passado vão passar à história. “Do mal, o menos estes também nunca pagaram impostos”



Estou mesmo preocupado; Ontem tinha receio pelos meus descendentes, hoje tenho receio pela minha existência.



Como vou eu dormir descansado, mesmo que na minha mesa haja algo de comer se souber de antemão que os filhos do meu vizinho (tal como muitos outros) vão para a cama de estômago vazio.



Amanhã, (se entretanto não houver uma revolução) quase de certeza vou ter muitas dúvidas se este país vai continuar a existir livre e soberano.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SINAIS / FACTOS....






Quando não nos sentimos bem com algo (deveríamos) reagimos ou pelo menos tentamos, é o caso das centrais sindicais actualmente, tarde é verdade, mas vale a intenção.




Tentamos porque entre a tentativa e o acto vai uma assinalável distância, aliás os actos têm o condão de serem definitivos perante as situações!




Vejamos, um clube de futebol é surripiado por uma equipa de arbitragem, reclama é apontado como queixinhas, o mau da fita, todo isto perante os grandes Srs. do futebol, com a conivência dos jornalistas que vivem do dito desporto.




Após o acto consumado e esquecido com excepção dos adeptos do dito clube, lá vem a razão tarde e mal como sempre, com a agravante de já não influenciar em nada a favor do clube em causa, razão moral, pois, e os pontos?




Casos destes estamos todos a viver, o povo que o diga, alinhou em promessas levianas na campanha eleitoral sem tão pouco se preocupar como era a cara dos candidatos, deu no que deu (grande bronca).




Sem jogo limpo, sem árbitros imparciais, sem termos certezas sobre a qualidade dos planteis nenhum treinador de bem senso arrisca mudar de equipa, tão pouco arrisca um treino à socapa para ver no que dá, normalmente são estes treinos que mais tarde ou mais sedo influenciam, deixam marcas ou lesões graves difíceis de debelar, pior que isto é não haver certezas do lugar do treino, hoje é em Braga amanhã seria no Porto…




As mudanças podem ser interessantes para fugir das rotinas, no entanto a altura não aconselha um tiro no escuro.




O povo já deu conta que fez asneira (alguns ainda não o admitem) poderia ter corrido bem mas sem terem a certeza da face e boa vontade dos candidatos desconhecidos foi na realidade um tiro no escuro, correu como se esperava muito mal.




“Há em toda esta história algo que me está a deixar perplexo, a igreja católica tão havida em mandar achas quando a cor do parlamento não lhe agrada está agora de bico calado, está enterrada na vergonha, escondida ou a tentar esconder-se como documenta esta imagem que apanhei bem lá no norte do país”

domingo, 16 de outubro de 2011

DIFERENTE...




Talvez das mais belas e complexas flores de fruto, foto algo diferente que estava perdida no meio de muitas outras.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

LOBO ANTUNES...

Finalmente um dia diferente...
Horário nobre, uma entrevista decente, um nome, uma obra, um Homem de "h" grande...
Finalmente na televisão publica, algo de diferente, finalmente alguém com opinião livre, com factos vividos, finalmente alguém depois de Saramago sem medo das palavras...
Já valeu a pena este dia, um dia em que só nos deparamos com problemas, cortes sentenças de morte...
Venha mais um dia, venha mais um entrevistado com qualidade, nem que seja para passar um pano humedecido de água quente para afugar estas mágoas que nos estão a obrigara viver, sem que algum de nós tenha a mínima culpa no cartório.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

DESTAQUE...

Vivemos na era da informação, na era da máquina, do computador ninguém prescinde...
Uma era onde ninguém se move sem "Drs" à sua volta, os quais têm todas as decisões, são eles que planeiam, são eles que decidem, são eles que levam os louros mesmo que não tenham sequer tomado conhecimento das obras...
No entanto poucos são os que ficam para a história, esta ficará para sempre a dignificar quem realmente se destacou, este destaque pode ser para o bem ou para o mal, tantos são os exemplos de um ou do outro lado da barricada.
Neste caso encontrei um exemplo de alguém que se destacou por algo difícil de ficar para a história, é verdade que este exemplo está exposto numa das aldeias históricas de Portugal, se calhar as visitas nem dão por ele, no entanto está bem visível a todos...
Se os nativos quiseram destacar este Sr. Pacheco, se alguém resolveu colocar este barbeiro em plano de destaque a mim só me compete divulgar.
"Perante tantos destacáveis sem proveito para o crescimento da sua terra, fica o exemplo de alguém que o povo quis homenagear."

domingo, 9 de outubro de 2011

EM V.N.FAMALICÃO ALGO IMPÕE A DIFERENÇA!

Admito, não tinha conhecimento deste orfeão, segundo uma informação prévia e único aquém Mondego, foi para mim uma agradável surpresa.



(Tanto dinheiro se gasta nas muitas festas e romarias em cantores sem a mínima qualidade e depois temos surpresas destas.



(peço desculpa pela gravação, foi o melhor que se arranjou)







video

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

RECORDAR É VIVER...

É verdade o Verão já lá vai...
No entanto o calor teima em argumentar o contrário, e aí surge a saudade, restam alguma imagens para atenuar.






Dois Km. De estrada únicos!













A humenagem.

































Vista de uma grande janela.































Com calma descobrem...





































Imagens de algo diferente.



















Portas de Rodam sempre a marcar a diferença.


















Só após algum esforço me recordei desta imagem. diferente mas agradável.








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O GRANDE ROUBO.

Afinal, quando falamos de roubo falamos de quê?


Tenho vindo a reparar que um certo número de comentadores “desportivos”( aqueles de trazer por casa, que opinão de camisola vestida com a cor do seu clube,) passam a vida a afirmar que os grandes são sempre beneficiados.


Não tenho problemas em aceitar tal afirmação, há no entanto algumas ressalvas, parece-me que são sempre alguns dos grandes, não todos.


Este fim-de-semana estive particularmente atento aos jogos da jornada, reparei que mais uma vez um clube esteve para ser passado para traz, começa a ser um incómodo para muita gente mal habituada.


No entanto a minha indignação não é por esse clube ser mais uma vez maltratado pelos Srs. do apito, já devem estar vacinados, já não notam.


Fiquei apreensivo pelo roubo em si, um roubo em grande, onde estão em causa milhares de €, para não afirmar milhões.


Reparem: Estavam no estádio cerca de quinze mil pessoas, pagaram o seu bilhete de ingresso pelo menos quinze €, em casa via spor tv estavam mais uns milhões, toda esta gente paga e não é pouco por cada mês que passa para ter acesso às transmissões, paga para ter espectáculos desportivos, não para assistir a roubos em directo.


O espectáculo estava a ser bom, as pessoas estavam a ser presenteadas com aquilo que adquiriram, no entanto um só homem de cara destapada resolveu roubar toda a gente, o Sr. Paixão com um só gesto desfraldou todo um País, todos os espectadores foram surripiados, quer eles vistam de vermelho, verde, azul….


Todos sem distinção, a estes há que acrescentar os que vêm futebol só pelo espectáculo, estes ainda saíram mais desfraldados.


Se continuarmos a ter tipos como este Paixão, a dirigir jogos de futebol em Portugal os estádios vão ficar mais vagos, a spor tv. Vai perder clientela, o governo vai sentir na pele porque o povo sem futebol vai sentir mais dias a crise.


Como vêm não me refiro a um roubo a um clube, se assim fosse diria que o tipo praticou um roubo em grande, neste caso em particular refiro-me a milhões de roubos de uma só vez, um dia de cadeia por cada um destes roubos e o gatuno não via mais a luz do sol…

domingo, 2 de outubro de 2011

RESPIRAR FUNDO...



Uma tarde diferente, na companhia de quem gostamos.
Um pouco de adrenalina.
















Paisagens só ao alcanse de quem arrisca.

















Ossos do oficio!

sábado, 1 de outubro de 2011

"Tambem eu sou Famalicense."

Terra de contrastes.



Quando se apresenta com pompa e circunstancia o parque da cidade no Canal “PORTO” quando se anuncia com o mesmo à-vontade que se vai entregar cheques de cinco mil euros a famílias carenciadas para reabilitação de habitações só podemos aplaudir.



Todo isto faria sentido se o resto estivesse já construído, se a educação fosse gratuita como refere a constituição Portuguesa.



Infelizmente não é bem assim, nem temos a tal educação gratuita nem muitos outros problemas resolvidos.



Comecemos pela educação, sabemos que é obrigatório os adolescentes completarem o decimo segundo ano escolar, é um direito ou um dever, depende do ponto de vista e das posses de cada um, isto porque não me parece fácil uma família despender de quatrocentos/quinhentos € no final do Verão, depois vem o dilema do passe dos alunos que não vivem propriamente no centro da cidade, uma média de vinte € mensais, a juntar à alimentação, material desportivo …



De seguida começo a dar conta que este é um ano especialmente seco, e como vivemos num vale “vale do Guisando” à parte começamos a ter problemas com a falta de água as fontes estão em vias de secar, as poucas que restam apresentam duvidas quanto á qualidade da água.



A juntar a este dilema temos a falta de saneamento básico e claro esta falta tem muita influência na qualidade da pouca água existente.



Parece um paradoxo, mas é esta a nossa realidade um parque de lazer na cidade e uma meia dúzia de freguesias em pleno século “XXI” sem saneamento básico…



Se não estivesse já habituado a esta triste realidade, se alguém me contasse que este vale fantasma estava situado num longínquo interior ainda dava algum benefício de dúvida, no entanto a triste realidade é que este vale está a cerca de vinte “míseros” Km do Atlântico que podem ser percorridos em cerca de dez minutos. (O interior no litoral)



Outro estranho paradoxo é o seguinte, no vizinho conselho de Braga existe uma empresa de transportes urbanos denominada de “TUB” esta percorre o conselho até ao seu limite, ou seja até à fronteira do nosso vale, do lado de V.N. Famalicão também existe uma empresa de transportes urbanos que tem como nome”TUF” só que esta ao contrário de sua congénere de Braga fica a meio do percurso, esquecendo-se precisamente do tal vale maldito.



Será que os habitantes deste vale não pagam impostos? Não estarão proscritos por alguma razão desconhecida! Não haverá por parte da Câmara Municipal a intenção de levar toda esta gente para a cidade para depois ter argumentos para ajudar no arranjo das suas habitações, ou quem sabe pretende construir mais um bairro social onde seja fácil controlar estes proscritos, para de seguida os levar a passear no novo parque da cidade…



Se há dinheiro para gastar força, no entanto era preferível começar pelo essencial.