domingo, 24 de janeiro de 2010

Nascente!























Sair de casa com intenção de ver o estado do rio, (e claro tentar saber dos nativos o verdadeiro nome do mesmo,) como o tempo não estava estável deveria ser um passeio rápido mas, mais hora menos hora talvez chegasse-mos à nascente.

A caminhada estava agradável, e quando assim é não vale desistir, mas a cada passo que avançava-mos as dificuldades começavam a surgir, silvados, lameiros encharcados o que tornava o avanço bastante lento, (tanta gente a receber subsídios sem nada produzir e os rios a precisar com urgência de uma limpeza) a certa altura encontramos um nativo já com os seu oitenta anos, e claro como eu considero que aprender è com os mais velhos logo tentei saber algo mais, tenho pena só gravei parte da conversa mas está demais, è por estas cenas que vale sempre a pena arriscar no meio do nada.

Bom com a informação do citado Sr. foi fácil chegar à nascente do rio, com sorte ainda apanhei o vizinho “dono” das poças onde o rio nasce. Este não se mostrou muito convencido em deixar visitar as poças, mas como tem um diferendo com o presidente da junta (ver vídeo) acabou por me acompanhar, e explicar a razão dos vários nomes do ribeiro como lhe chamam. “Quanto não vale uma costela de esquerda”

Mais uma vez fiquei sem certezas quanto à origem do nome mas houve em tempos um proprietário dos ditos terrenos apelidado de "guisando", na antiga igreja que ficava junto ao primeiro moinho do rio havia uma igreja chamada de igreja "velha" e uma lápide do chão indicava a existência do tal sujeito (a igreja è hoje uma quinta particular e quando das obras apareceram vestígios históricos mas como começaram a aparecer muitos interessados o dono arrasou os vestígios) vale a pena perguntar ao “ippar o porquê”



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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"FIM-DE SEMANA!"

























Marcar um fim-de-semana com algumas semanas de antecedência pode trazer dissabores, principalmente quando estamos em pleno Inverno, frio, chuva, neve ou simples nevoeiro são por si só capazes de boicotar um fim-de-semana a qualquer um.

o Inverno tem algo que as outras estações não têm, água muita água esta jorra por todo quanto é lado, e como é belo um pequeno rio ou ribeiro com excesso de água, logo após a sua nascente, em quanto não é definido e estável sobre um leito, são pequenos riachos que se agrupam e vão dando forma ao animal selvagem, agressivo e livre sem que as margens contenham toda a sua fúria.

Quando esta fúria derrama beleza natural fácil de avistar a muitos metros de distância, obrigando a que a nossa ousadia de aproximação nos envolva com água até aos joelhos, por entre a vegetação das matas ou lameiros, é o preço a pagar pela beleza da paisagem e dos quadros desenhados pela Mãe natureza.

logo, logo a lareira recompõe a situação, seca roupa e calçado, aquece o ambiente, e ainda fornece energia suficiente para a confecção do jantar.

Quem se lembra de um jantar confeccionado numa lareira, num pote de ferro (e como é diferente o cheiro que brota de uma refeição confeccionada á lareira com achas e troncos de carvalho) como se fazia antigamente em todo o norte do país. Se imaginarem todo isto numa aldeia, preservada, (dentro do possível, porque nem todos são capazes de perceber o quanto estas aldeias são importantes) típica de Portugal “Agra” de seu nome bem junto a nascente do Ave.


Voltando ao jantar o cheiro a enchidos desperta apetites o tinto desperta imoções, a fogueira desperta as companhias de repasto, estas são das melhores, quem se lembra afinal que o fim-de-semana não estava assim programado, todo tem jeito quando existe vontade, afinal um fim-de-semana mal calculado pode sempre ter um bom cheirinho a surpresa, a amizade o tinto o Mateus são argumentos fortes para nada correr mal.

Faltou a neve, mas ainda assim valeu bem a pena. Por enquanto não é possível matar saudades da tenda, a humidade é muita, vamos ultrapassando este drama por estas aldeias, Agra, Montesinho, Piódão, Monsanto…


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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

POIS É!!!!!

Por falta do jornal do dia ou por este estar ocupado, dei comigo a ler um estudo já com uns dias num jornal sem grande credibilidade a meu ver. Tratava-se do “24 horas”.

Como o dito estudo não me provocou grande interesse ou atenção abandonei a dita leitura mal acabei o meu café da manhã, no entanto durante o resto do dia enquanto papava km, passou-me pela cabeça o tal estudo e, cheguei á conclusão que afinal os tipos têm alguma razão.

Senão vejamos: escreveu este senhor jornalista (ou não), que a nossa média de vida com qualidade ronda os sessenta anos, eu não posso deixar de lhe atribuir razão, mas isto não deixa de ser drástico, ora dediquemos um pouco de atenção ao problema em si.

Os humanos civili… desde o nosso nascimento até aos oito, dez anos não ficam com grandes lembranças, com excepção da escola e um ou outro amigo alem da família claro, nada com grande interesse para a vida, portanto podemos retirar dez anos aos sessenta, todos nós em média dormimos oito horas por dia, é ou não verdade? Temos portanto que descontar dezasseis anos á contabilidade anterior, sobram-nos aí uns trinta e quatro anos certo?

Como passamos nove dez horas no emprego (trabalho) ou a caminho e regresso deste podemos descontar metade dos ditos anos sobejam dezassete, “eu não acredito que vocês gostem de trabalhar, quando muito gostam do que fazem já que precisam de trabalhar) desses dezassete ainda temos que descontar o tempo que gastamos com religiões, mais o tempo referente á nossa alimentação e a expulsar o que sobeja do nosso organismo.

O que dá pelo menos aí uns cinco anos, portanto sobram doze, desses, metade andamos chateados com amigos, familiares, com o nosso clube... Andamos lixados com as ressacas, com o tempo…

Restam-nos então seis anos para sermos felizes, e já agora reparem em mais um pormenor, parte deste tempo de felicidade gastamo-lo em pormenores ou preliminares ou devaneios eróticos, “não vale ranger os dentes em sinal de discórdia” se assim não fosse porque motivo gastam mais tempo na penúltima página dos desportivos?

Como é ficamos por aqui ou continuamos?

Já resta tão pouco, é melhor parar!

Tentem ser felizes no pouco tempo que vos resta.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Marco na Santa"terrinha"







O tempo frio e chuvoso serve para nós prestarmos um pouco mais de atenção às pessoas que nos rodeiam, e claro para apreendermos sempre um pouco, aprendizagem que só se consegue quando falamos com pessoas com mais vivencia que a nossa, pessoas com mais alguns anos e que no seu auge tinham também elas muita curiosidade com o meio que as rodeava.




Eu só a perguntar por factos ou lendas cá da santa terrinha fiquei a saber da existência de um marco, que delineava as terras de Bragança no tempo da Monarquia. É um facto sem certezas pois não tenho nada palpável que o confirme, no entanto que o marco é alusivo a Portugal não tenho a mínima duvida, se tem na realidade algo a ver com as demarcações da casa de Bragança bom aí já é um caso a perguntar a quem de direito.




No entanto é um facto bem real, a sua existência, e eu até a data de ontem nunca tinha sequer ouvido falar dele.







Peço desculpa ao dono do terreno, pela invasão sem pedir licença, mas como não sabia a quem me dirigir tomei a ousadia e lá tirei umas fotos, como este é um pedaço de história parece-me ser de interesse de toda a comunidade local e quiçá até nacional. Penso que na nossa freguesia deveria haver alguém que já tivesse catalogado esta preciosidade que os nossos antepassados nos deixaram até aos dias de hoje.




O meu muito obrigado ao meu progenitor por mais esta informação.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PRESERVAR!

Há duas razões para vivermos uma vida normal, o passado e o futuro, e uma mão cheia delas para levarmos uma vida extravagante, é o nosso ócio a funcionar, o nosso bem-estar sempre á frente do dos outros, só paramos para pensar quando nos toca bem fundo, quando o dito bem-estar dos nossos progenitores e ou dos nossos filhos está em causa aí sim, paramos e reflectimos e varias são as vezes que damos conta da nossa precipitação, em relação a todo e a todos.

Como sabemos pouco do presente, as mudanças são rápidas e radicais quando menos esperamos há algo de novo, o qual não estava nas nossas previsões, por isso nem no presente podemos confiar plenamente, do futuro, bom do futuro nada sabemos, nem em nós próprios podemos confiar, somos humanos logo podemos ser influenciados, nunca digas nunca!

Certezas, só as do passado, e do passado só nos queremos recordar do óptimo, quando muito do bom, porque do mau tentamos sempre passar uma esponja limpa, talvez para que o cheiro nauseabundo de alguns dos nossos actos não venha á tona da água, quem estiver de banho tomado em permanência que atire a primeira pedra.

Toda esta lengalenga para recordar o tal passado, passado que a nossa geração teima em esconder, com vergonha talvez, por entender que todas as invenções do presente podem suprimir o que os que nos antecederam sentiam como seu, a sua cultura, os seus hábitos que passaram várias gerações e foram encravar logo na nossa, porquê? Têm vergonha do passado? É a cultura de um povo que está em causa, e é nesta geração que está a encravar é aqui que está o nó que restringe a passagem para o futuro.

Eu descodifiquei algo, este fim-de-semana que está só na memória de alguns, e que é urgente preservar, é a memória de um povo que está em causa.

Hoje é dia de Janeiro

Por ser o dia primeiro

Foi de tal o nascimento

Onde Deus passou tormentos

O tormento está passado

Jesus Cristo regenerado

Numa pobre manjedoura

Onde o boi vento comia

O boi vento bafejava e

A mula remoía.

Maldição te voto mula

Que não paires vez nenhuma

Se chegares a parir

Não vejas sol nem lua

Nem luar que te alumie

Nem luz de casta nenhuma.

(Abra a porta Sr. …

Faça - nos este favor

Cá fora está muito frio

Aí dentre faz mais calor.

(Quantos se recordam disto, ou já ouviram alguma vez?

Chama-se a isto, preservar está nas mãos de todos.)