quinta-feira, 6 de maio de 2010

De volta!























Quando pretendemos gastar algum do nosso tempo disponível, devemos faze-lo em proveito próprio, em algo que nos agrade.

Este fim-de-semana decidi regressar á nascente do Ave, verificar o estado do leito do mesmo após o último Inverno.

Deparei-me com um cenário algo diferente do que estava à espera, nota-se em alguns pontos o quanto a corrente foi violenta, no entanto depois da revolta chega a acalmia, o cenário que encontrei em alguns pontos é algo de fantástico, digno de um qualquer jardim público, tratado pelos melhores profissionais.

Além do cenário do leito do rio, as zonas de carvalhais envolventes mostram um renascer especial, tudo isto tem um único senão, os silvados são quase inultrapassáveis, mas com alguma paciencia consegue-se.

Ficam algumas imagens, mas vale sempre a pena caminhar pelas margens do rio, em alguns pontos tem mesmo que se optar por seguir pelo leito. Não é fácil mas compensa.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Desagradados e com vergonha!

Afinal que raio se passa?

Anda o povo a falar pelas esquinas a reclamar pelos cantos, a reclamar à socapa, porque será?

Será desilusão, será que começam a dar conta dos erros, calma malta ainda é muito cedo para lamentações.

Não estão satisfeitos com o Padre, pensassem antes de agir, (empurraram o melhor que por cá apareceu no pós P.J.F. dos Santos.)

Todos sabemos, que algo vai mal, mas não é de hoje, porque não o deixaram partir? Porque andaram com paninhos quentes? Têm o que merecem, não vale de nada o murmurar pelas esquinas da igreja após os actos religiosos, (principalmente os que se realisam à noite).

Bom já agora e a atalhe de foice, para quando o tapete na nossa estrada camarária, bem junto à nacional 14, antes das eleições foi (era) uma maravilha, estava tudo programado, o Zé-povinho lá foi no engodo mais uma vez, aí está o resultado, retiraram o tapete ficou um buraco escancarado e até quando? Haverá por ai alguma oficina de mecânica com necessidade de vender amortecedores.

Tenham calma que para as próximas eleições lá vêm os doces de feira e o vinho do Porto, têm o que merecem povo da Santa “terrinha”.

domingo, 4 de abril de 2010

Finalmente, um fim de semana sem chuva!




























Este ano não temos tido uma Primavera digna desse nome, continuamos com este tempo húmido e um pouco frio, não estávamos nada habituados a isto, temos saudades do calor e do cheiro a flores, paciência!

O ano de 2010 veio com outras vontades, nada de tendas, não dá para pensar em campismo, no entanto temos paisagens diferentes do habitual, vale sempre a pena arriscar um fim-de-semana, por este norte, húmido e frio as paisagens são incríveis.












segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Equilíbrio!



















Ele há dias para tudo.

Uns procuramos algo de diferente e nada, outros há em que somos surpreendidos, principalmente quando esta surpresa nada tem a ver com a mão do homem.


Reparem na obra de engenharia, que encontrei hoje, que engenheiro ou arquitecto seria capaz de um tal equilíbrio, è sem duvida uma grande obra da Mãe Natureza, pelo menos em minha opinião.


Um bloco de granito com umas tresentas toneladas, em forma de bola de rugby, e assente somente em vinte centímetros quadrados, aparenta ainda uma iminente queda, pois o peso parece completamente destabilizado, è evidente que è uma pura ilusão de óptica, mas fica o registo para poderem admirar.


domingo, 24 de janeiro de 2010

Nascente!























Sair de casa com intenção de ver o estado do rio, (e claro tentar saber dos nativos o verdadeiro nome do mesmo,) como o tempo não estava estável deveria ser um passeio rápido mas, mais hora menos hora talvez chegasse-mos à nascente.

A caminhada estava agradável, e quando assim é não vale desistir, mas a cada passo que avançava-mos as dificuldades começavam a surgir, silvados, lameiros encharcados o que tornava o avanço bastante lento, (tanta gente a receber subsídios sem nada produzir e os rios a precisar com urgência de uma limpeza) a certa altura encontramos um nativo já com os seu oitenta anos, e claro como eu considero que aprender è com os mais velhos logo tentei saber algo mais, tenho pena só gravei parte da conversa mas está demais, è por estas cenas que vale sempre a pena arriscar no meio do nada.

Bom com a informação do citado Sr. foi fácil chegar à nascente do rio, com sorte ainda apanhei o vizinho “dono” das poças onde o rio nasce. Este não se mostrou muito convencido em deixar visitar as poças, mas como tem um diferendo com o presidente da junta (ver vídeo) acabou por me acompanhar, e explicar a razão dos vários nomes do ribeiro como lhe chamam. “Quanto não vale uma costela de esquerda”

Mais uma vez fiquei sem certezas quanto à origem do nome mas houve em tempos um proprietário dos ditos terrenos apelidado de "guisando", na antiga igreja que ficava junto ao primeiro moinho do rio havia uma igreja chamada de igreja "velha" e uma lápide do chão indicava a existência do tal sujeito (a igreja è hoje uma quinta particular e quando das obras apareceram vestígios históricos mas como começaram a aparecer muitos interessados o dono arrasou os vestígios) vale a pena perguntar ao “ippar o porquê”




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"FIM-DE SEMANA!"

























Marcar um fim-de-semana com algumas semanas de antecedência pode trazer dissabores, principalmente quando estamos em pleno Inverno, frio, chuva, neve ou simples nevoeiro são por si só capazes de boicotar um fim-de-semana a qualquer um.

o Inverno tem algo que as outras estações não têm, água muita água esta jorra por todo quanto é lado, e como é belo um pequeno rio ou ribeiro com excesso de água, logo após a sua nascente, em quanto não é definido e estável sobre um leito, são pequenos riachos que se agrupam e vão dando forma ao animal selvagem, agressivo e livre sem que as margens contenham toda a sua fúria.

Quando esta fúria derrama beleza natural fácil de avistar a muitos metros de distância, obrigando a que a nossa ousadia de aproximação nos envolva com água até aos joelhos, por entre a vegetação das matas ou lameiros, é o preço a pagar pela beleza da paisagem e dos quadros desenhados pela Mãe natureza.

logo, logo a lareira recompõe a situação, seca roupa e calçado, aquece o ambiente, e ainda fornece energia suficiente para a confecção do jantar.

Quem se lembra de um jantar confeccionado numa lareira, num pote de ferro (e como é diferente o cheiro que brota de uma refeição confeccionada á lareira com achas e troncos de carvalho) como se fazia antigamente em todo o norte do país. Se imaginarem todo isto numa aldeia, preservada, (dentro do possível, porque nem todos são capazes de perceber o quanto estas aldeias são importantes) típica de Portugal “Agra” de seu nome bem junto a nascente do Ave.


Voltando ao jantar o cheiro a enchidos desperta apetites o tinto desperta imoções, a fogueira desperta as companhias de repasto, estas são das melhores, quem se lembra afinal que o fim-de-semana não estava assim programado, todo tem jeito quando existe vontade, afinal um fim-de-semana mal calculado pode sempre ter um bom cheirinho a surpresa, a amizade o tinto o Mateus são argumentos fortes para nada correr mal.

Faltou a neve, mas ainda assim valeu bem a pena. Por enquanto não é possível matar saudades da tenda, a humidade é muita, vamos ultrapassando este drama por estas aldeias, Agra, Montesinho, Piódão, Monsanto…


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

POIS É!!!!!

Por falta do jornal do dia ou por este estar ocupado, dei comigo a ler um estudo já com uns dias num jornal sem grande credibilidade a meu ver. Tratava-se do “24 horas”.

Como o dito estudo não me provocou grande interesse ou atenção abandonei a dita leitura mal acabei o meu café da manhã, no entanto durante o resto do dia enquanto papava km, passou-me pela cabeça o tal estudo e, cheguei á conclusão que afinal os tipos têm alguma razão.

Senão vejamos: escreveu este senhor jornalista (ou não), que a nossa média de vida com qualidade ronda os sessenta anos, eu não posso deixar de lhe atribuir razão, mas isto não deixa de ser drástico, ora dediquemos um pouco de atenção ao problema em si.

Os humanos civili… desde o nosso nascimento até aos oito, dez anos não ficam com grandes lembranças, com excepção da escola e um ou outro amigo alem da família claro, nada com grande interesse para a vida, portanto podemos retirar dez anos aos sessenta, todos nós em média dormimos oito horas por dia, é ou não verdade? Temos portanto que descontar dezasseis anos á contabilidade anterior, sobram-nos aí uns trinta e quatro anos certo?

Como passamos nove dez horas no emprego (trabalho) ou a caminho e regresso deste podemos descontar metade dos ditos anos sobejam dezassete, “eu não acredito que vocês gostem de trabalhar, quando muito gostam do que fazem já que precisam de trabalhar) desses dezassete ainda temos que descontar o tempo que gastamos com religiões, mais o tempo referente á nossa alimentação e a expulsar o que sobeja do nosso organismo.

O que dá pelo menos aí uns cinco anos, portanto sobram doze, desses, metade andamos chateados com amigos, familiares, com o nosso clube... Andamos lixados com as ressacas, com o tempo…

Restam-nos então seis anos para sermos felizes, e já agora reparem em mais um pormenor, parte deste tempo de felicidade gastamo-lo em pormenores ou preliminares ou devaneios eróticos, “não vale ranger os dentes em sinal de discórdia” se assim não fosse porque motivo gastam mais tempo na penúltima página dos desportivos?

Como é ficamos por aqui ou continuamos?

Já resta tão pouco, é melhor parar!

Tentem ser felizes no pouco tempo que vos resta.